sábado, 1 de janeiro de 2011

O primeiro dia do ano...

Se toda nova década começasse assim...

Vamos lá?! "Senta que lá vem a história..." (Se você tem 30 ou pouco mais lembrará da musiquinha a la Guilherme Tell que acompanha essa frase. Bom, no meu caso, como ainda sou muito, muito, muito mais jovem que isto, posso dizer que é uma coisa que me contaram!).

Independente da religiosidade que professe ou do nome que queira dar à existência de uma força superior, eu te digo o que me veio imediatamente à mente quando comecei a sobrevoar a Bolívia: Deus é perfeito! (Ok, quem me conhece sabe que no meio disso ainda rolou alguns palavrões onomatopéicos!)... na altura de La Paz já se podia ver bem ao fundo, do lado esquerdo da aeronave a Cordilheira dos Andes. Quando vamos nos aproximando de Lima, agora do lado direito da aeronave, ela fica cada vez mais nítida e eu confesso que não há como segurar a emoção. É incrível! Aliás, só consegui acreditar mesmo porque parecia que estávamos bem pertinho dela. É linda, imponente, enorme... nossa! Vale mesmo cada centavo o preço da passagem aérea.

Assim que cheguei encontrei os meninos no saguão do Aeroporto Internacional de Lima Jorge Cháves, às 11h30min hora local (temos aqui uma diferença de 3 horas de fuso à frente do Brasil, considerando o horário de verão aí; ou seja, sem o horário de verão brasileño seriam apenas 2 horas de diferença). É um aerporto com acomodações bem práticas, não é grande, porém o atendimento é bom e funcional. Conseguimos um táxi por 60 S./ (habla se "sessienta soles", taxa cambial do aeroporto US$1,00 = 2,73 S./) até Miraflores - que fica cerca de 25 quilômetros de distância do aeroporto. Achei muito caro, mas hoje é feriado internacional e na velha máxima que move o mundo, demanda versus oferta acrescentado da variável feriado, era pagar ou pagar. A parte mais engraçada? Ao chegarmos no bairro de Miraflores, Fabrício ensinando o taxista a encontrar nosso hostel... o cara não sabia entrar na rua, não sabia "ler" a sinalização das placas nem as indicações numéricas das casas... E ASSIM INAUGURA-SE, DE FATO, "Coisas para se Fazer com Fabrício a Passeio num País de Duplo Sentido". A PRIMEIRA COISA?! Ensinar o taxista a achar um endereço em seu próprio país nativo. Que beleza!

Outra coisa para se fazer com Fab: provar que a reserva no hostel, de fato, foi efetivada! Gosto de dizer que aventuras são comigo mesmo, mas essa foi por um "beiço de uma pulga". Não havia nenhum registro da reserva que o Fab fez, e mesmo com a documentação ainda levou-se um tempo para que pudéssemos provar que tínhamos pago a reserva. No final, tudo deu certo e até o presente momento digo que o hostel (Enjoy Hostel) está de acordo com as perspectivas: acomodações limpas, cama ultra confortável e grande, próximo de tudo o que se faz necessário para um turista, boa recepção, chuveiro quentim :) Porém, internet à carroça! O conceito de banda larga ainda não chegou aqui? Humpt!

Assim que tomamos banho fomos "caçar" comida. Eu estava oca, confesso.
Depois de chegarmos ao Parque Central de Miraflores, após uns 15 minutos de caminhada descontraída, olhando todo o comércio local - que não estava todo disponível por conta do feriado - pela Av. Larco, achamos um restaurante ótimo, com 49 años de tradição e uma comida de arrebentar qualquer processo de tentativa de emagrecimento. Apresento: Haiti, comida boa, bonita e barata. Putz, e que comida boa meeeeeeeesmo! E barata mesmo: apenas 42 S./ por pessoa comemos fritas, carne empanada e um fetuccine (ma-ra-vi-lho-so!!!). Ah! E claro, uma sobremesa à base de café, parece um sorvete, porém com uma textura mais fina e com chantilly por cima de tudo! Lembrando que pedimos apenas 3 refeições e dividimos entre nós, já que os pratos vêm com quantidades bem generosas!

Saimos do restaurante e achamos coisas interessantes. Eu e Leo já decidimos ir ao cinema, por exemplo. E na praça principal do bairro, muito bonita por sinal, vimos exposição de artesanatos, igreja e um apresentação do Homem da Cobra Nativo. Explico: em Minas (no Brasil), as cidades do interior têm a praça principal onde é recorrente a apresentação de "artistas" locais. Então, aqui vimos umas dessas apresentações, que como é de se esperar, sempre reúne muita gente. Neste caso, era uma esquete cômica...

Depois do evento praça, caminhamos na direção contrária a que tomamos na Av. Larco até chegarmos ao Larcomar, que é uma espécie de shopping local, muito badalado, cheio de gente e caro! Mas a vista para o mar... é linda! O Pacífico é lindo! Ainda acho que perde pro Atlântico, mais ainda assim... é uma linda paisagem... daquelas que dá vontade de sentar e olhar infinitamente para o horizonte. Altamente encantadora!

Já eram umas 18h e todos estávamos exaustos. Eu era o pó da bactéria quando retornamos ao hostel e me deitei... todos nós, na verdade. Aí sim houve um capotamento coletivo. São quase 23h e eles estão lá no quarto dormindo, colocando o fuso em dia (haUAHuahuAHuahUAHUahuAHUahuAHuahua).

Para terminar: impressiones generales!
Até agora, posso dizer que o povo peruano é muito educado e hospitaleiro. O bairro é muito limpo e agradável, a comida é deliciosa e as atrações são bem interessantes!
Nas próximas postagens começarei a divulgar as fotos...

Beso.

Um comentário:

  1. Miga!!!!Que máximo. Adorei o que vc escreveu. Parece que estou aí com você. Ah... quem é Fabrício? Beijos. E conta mais...

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